Passamos parte da tarde hoje embaixo do ventilador, vasculhando álbuns de fotos em papel, à cata de antigos carnavais. A busca não foi muito produtiva, não encontramos fotos do Tariq, nem no computador, e olha que temos muitas... Mas as que achamos dos dois já contam algumas historinhas.
Essa bailarina de 2 aninhos não achou muita graça no carnaval de rua não. Saímos com ela atrás de um bloco, ela fechou a carinha e só relaxou depois que ele se dissolveu. Batia com essa bexiga no chão, ria do barulho, foi muito legal!!
Aos 3 anos, a folia foi só na escola mesmo. Organizaram um bloco de pais, filhos e professores, com fantasias de TNT, queeentes pra caramba, kkk!! Ela curtiu à beça, antes do desfile começar, já estava quicando, dançou muuuito!!
Em 2001 estávamos em praia Seca com meu pai, ela vestiu a fantasia e brincou em casa mesmo, encantada com o brilho da roupa.Toda hora ia se conferir no espelho!!
Há 2 anos a Talita passou a ocultar sua identidade, vestindo roupas de clown ou bate-bola. Sente-se segura atrás dessa máscara, apenas uma das tantas que usa(rá) na vida. Faz parte do seu crescimento, desde que não se perca de si mesma...
E a única que temos do Tariq é a de pirata, da qual ele retirou os complementos, para se sentir mais livre, calorento que é. Se não fosse ele, teríamos passado dentro de casa o recesso de carnaval... Mas sua animação me tirou da zona de conforto em frente ao laptop e lá fomos nós pra gandaia!!!
E acabou o carnaval, acabou o ópio do povo (um deles), acabou o horário de verão, as férias também se foram de vez. Acabou-se o sonho que uniu mães, corações, emoções e letrinhas, destinado a preservar amores, alegrias, angústias, lembranças e divagações sobre esse eterno estado de graça. Imaginamos nossos filhos daqui a muitos anos se emocionando com esse cantinho de ternura e conhecendo um pouco mais daquelas que lhes deram a vida.
De tudo o que trocamos e vivemos aqui, fica a certeza do nosso crescimento, pois conhecer as dores e as alegrias umas das outras nos fez próximas, nos fez admirar e respeitar cada uma, por esses momentos de luta e de glória. Muitas de nós se descobriram aqui escritoras, sensíveis que somos aos apelos do nosso eu materno-literário! Não deixemos esquecida essa habilidade!
Ainda que o blog siga, não será com as mesmas mãezinhas, parceiras desse sonho, idealizado e tornado realidade pela Dequinha como um presente para a Simone, e tembém cuidado com zelo pela Nívea Marinho. Por isso, escrevo meu post quinzenal como uma despedida. Vocês são gente da melhor espécie.
Deixo como homenagem a todas que se empenharam para que o blog tivesse Vida, essa letra do Pe. Fábio, e um vídeo, que não é o mesmo da letra.
(Else Portilho)
Todas As Mães
Em sua mãe acalanto
Na sua voz, meu ninar.
No seu seio o meu alimento
Seu desejo de me tocar
Iluminando os caminhos
Você foi mãe e foi pai
Que vibrou com as vitórias
Incentivando a lutar
Meu anjo, minha leoa.
Mãe, minha proa, meu mar
Mãe que tentou, mas não pôde
O seu filho criar
Mãe que com muito carinho
Uma solução buscou
Ao perder a batalha
Quando um dos seus se calou
Amor puro e bonito
Como é bom relembrar
Chamo de mãe
Essa mulher
Que para sempre vou amar
No seu abraço, o meu ninho
E os seus beijos vou guardar
Chamo de mãe
Essa mulher
Que para sempre vou amar
Sem você me sinto sozinho
Me proteja com seu olhar
Fortaleça em meio a doçura
Prometa não me deixar
Amor puro e bonito
Como é bom relembrar
Chamo de mãe essa mulher
Que para sempre vou amar
No seu abraço, meu ninho
E os seus beijos vou guardar
Chamo de mãe
Essa mulher
Que para sempre vou amar
Chamo mãe
Essa mulher
Que para sempre vou amar
Na sua voz, meu ninar.
No seu seio o meu alimento
Seu desejo de me tocar
Iluminando os caminhos
Você foi mãe e foi pai
Que vibrou com as vitórias
Incentivando a lutar
Meu anjo, minha leoa.
Mãe, minha proa, meu mar
Mãe que tentou, mas não pôde
O seu filho criar
Mãe que com muito carinho
Uma solução buscou
Ao perder a batalha
Quando um dos seus se calou
Amor puro e bonito
Como é bom relembrar
Chamo de mãe
Essa mulher
Que para sempre vou amar
No seu abraço, o meu ninho
E os seus beijos vou guardar
Chamo de mãe
Essa mulher
Que para sempre vou amar
Sem você me sinto sozinho
Me proteja com seu olhar
Fortaleça em meio a doçura
Prometa não me deixar
Amor puro e bonito
Como é bom relembrar
Chamo de mãe essa mulher
Que para sempre vou amar
No seu abraço, meu ninho
E os seus beijos vou guardar
Chamo de mãe
Essa mulher
Que para sempre vou amar
Chamo mãe
Essa mulher
Que para sempre vou amar

