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domingo, 26 de fevereiro de 2012

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Passamos parte da tarde hoje embaixo do ventilador, vasculhando álbuns de fotos em papel, à cata de antigos carnavais. A busca não foi muito produtiva, não encontramos fotos do Tariq, nem no computador, e  olha que temos muitas...  Mas as que achamos dos dois já contam algumas historinhas.


Essa bailarina de 2 aninhos não achou muita graça no carnaval de rua não. Saímos com ela atrás de um bloco, ela fechou a carinha e só relaxou depois que ele se dissolveu. Batia com essa bexiga no chão, ria do barulho, foi muito legal!!



Aos 3 anos, a folia foi só na escola mesmo. Organizaram um bloco de pais, filhos e professores, com fantasias de TNT, queeentes pra caramba, kkk!! Ela curtiu à beça, antes do desfile começar, já estava quicando, dançou muuuito!!




Em 2001 estávamos em praia Seca com meu pai, ela vestiu a fantasia e brincou em casa mesmo, encantada com o brilho da roupa.Toda hora ia se conferir no espelho!!



Há 2 anos a Talita passou a ocultar sua identidade, vestindo roupas de clown ou bate-bola. Sente-se segura atrás dessa máscara, apenas uma das tantas que usa(rá) na vida. Faz parte do seu crescimento, desde que não se perca de si mesma...




E a única que temos do Tariq é a de pirata, da qual ele retirou os complementos, para se sentir mais livre, calorento que é. Se não fosse ele, teríamos passado dentro de casa o recesso de carnaval... Mas sua animação me tirou da zona de conforto em frente ao laptop e lá fomos nós pra gandaia!!!


E acabou o carnaval, acabou o ópio do povo (um deles), acabou o horário de verão, as férias também se foram de vez. Acabou-se o sonho que uniu mães, corações, emoções e letrinhas, destinado a preservar  amores,  alegrias, angústias, lembranças e divagações sobre esse eterno estado de graça. Imaginamos nossos filhos daqui a muitos anos se emocionando com esse cantinho de ternura e conhecendo um pouco mais daquelas que lhes deram a vida. 

De tudo o que trocamos e vivemos aqui, fica a certeza do nosso crescimento, pois conhecer as dores e as alegrias umas das outras nos fez próximas, nos fez admirar e respeitar cada uma, por esses  momentos de luta e de glória. Muitas de nós se descobriram aqui escritoras, sensíveis que somos aos apelos do nosso eu materno-literário! Não deixemos esquecida essa habilidade!

Ainda que o blog siga, não será com as mesmas mãezinhas, parceiras desse sonho, idealizado e tornado realidade pela Dequinha como um presente para a Simone, e tembém cuidado com zelo pela Nívea Marinho. Por isso, escrevo meu post quinzenal como uma despedida.  Vocês são gente da melhor espécie.


Deixo como homenagem a todas que se empenharam para que o blog tivesse Vida, essa letra do Pe. Fábio, e um vídeo, que não é o mesmo da letra.
                                                                                                (Else Portilho)


Todas As Mães 

Em sua mãe acalanto
Na sua voz, meu ninar.
No seu seio o meu alimento
Seu desejo de me tocar
Iluminando os caminhos
Você foi mãe e foi pai
Que vibrou com as vitórias
Incentivando a lutar
Meu anjo, minha leoa.
Mãe, minha proa, meu mar
Mãe que tentou, mas não pôde
O seu filho criar
Mãe que com muito carinho
Uma solução buscou
Ao perder a batalha
Quando um dos seus se calou
Amor puro e bonito
Como é bom relembrar
Chamo de mãe
Essa mulher
Que para sempre vou amar
No seu abraço, o meu ninho
E os seus beijos vou guardar
Chamo de mãe
Essa mulher
Que para sempre vou amar
Sem você me sinto sozinho
Me proteja com seu olhar
Fortaleça em meio a doçura
Prometa não me deixar
Amor puro e bonito
Como é bom relembrar
Chamo de mãe essa mulher
Que para sempre vou amar
No seu abraço, meu ninho
E os seus beijos vou guardar
Chamo de mãe
 
Essa mulher
Que para sempre vou amar
Chamo mãe
Essa mulher
Que para sempre vou amar